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Thursday, July 12, 2007

Futebol de nano-robôs precisa de microscópio para ser visto


Imagine um Pelé robótico. Mas apague de sua imaginação tudo que se pareça com um "robozão" meio desengoçado, correndo por um campo de futebol sem achar a bola. Os pesquisadores do Instituto NIST, dos Estados Unidos, foram bem mais modestos: eles criaram jogadores de futebol seis vezes menores do que uma ameba, chutando uma bola cujo diâmetro é menor do que a espessura de um fio de cabelo humano.

Futebol de robôs

Os nano-jogadores de futebol, rolando sua nano-bola em um campo que cabe em cima de um grão de arroz foram apresentados pelos cientistas durante a 2007 Robocup, um evento mundial de robótica que ocorreu na semana passada em Atlanta. A foto mostra um chip de 3 centímetros de largura, sobre o qual estão construídos 16 campos de futebol, cada um medindo 2,5 x 2,5 mm.

A Copa de Robôs é um evento anual que utiliza a criação de robôs jogadores de futebol para incentivar o desenvolvimento de pesquisas nas áreas de robótica e inteligência artificial, entre outras. Os nano-jogadores de futebol, por exemplo, estão ajudando os engenheiros a otimizar as técnicas para a fabricação de minúsculos dispositivos chamados MEMS ("MicroElectroMechanical Systems").

Nano-jogadores

Embora meçam alguns micrômetros de comprimento, os minúsculos jogadores são considerados nano-robôs porque sua massa fica na casa dos nanogramas.

Infelizmente não dá prá assistir diretamente a uma partida de futebol dos nano- robôs. Os minúsculos robôs jogadores de futebol fazem suas partidas embaixo da lente de um microscópio, controlados por um equipamento eletrônico remoto, e são acompanhados por meio de um monitor de computador.

Para ganhar o jogo, um nano-robô jogador de futebol deve ser rápido, ágil e capaz de manipular objetos com destreza - nesse caso a minúscula bola, que deve ser levada até o gol.

A competição se dá em três etapas: na primeira, o jogador deve simplesmente pegar a bola no seu campo e chegar até o gol adversário no menor tempo possível, sem enfrentar qualquer obstáculo. Na segunda etapa uma série de pequenos jogadores feitos com polímero funcionam como zaga, forçando o nano-robô a desviar-se deles em uma espécie de "slalom" até chegar ao gol. Por último, claro, a capacidade do drible. Mas também aqui os adversários não são outros jogadores, mas bolas que devem ser evitadas no caminho rumo ao gol. O tempo de cada partida é de 3 minutos.

Thursday, March 29, 2007

Nanoestruturas

Tecnologia brasileira de ponta

Brasil tem o único laboratório do Hemisfério Sul que pesquisa nanoestruturas

Guido Orlando Jr.

Você já ouviu falar de Luz Síncrotron? Provavelmente não. Ela é a base do LNLS (Laboratório Nacional
de Luz Síncrotron), que fica em Campinas e funciona desde 1997, financiado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia.

Para ficar um pouco mais fácil de entender, a luz síncrotron é uma intensa radiação eletromagnética produzida por elétrons de alta energia num acelerador de partículas e abrange uma ampla faixa do espectro eletromagnético: Raios-X, Luz Ultravioleta e Infravermelha, além da luz visível, que sensibiliza o olho humano. É com esse conjunto de luzes que cientistas brasileiros descobrem novas propriedades físicas, químicas e biológicas existentes em átomos e moléculas, que são os componentes básicos de todos os materiais e que servem para o desenvolvimento de novos semicondutores, nanotecnologia e até estudos sobre a cura de certos tipos de câncer.


Para saber mais acesse UOL Tecnologias

Tuesday, March 27, 2007

IBM anuncia chipset óptico que oferece downloads instantâneos


Boston - Com o componente, um filme que leva hoje 30 minutos para ser baixado, leverá um segundo. Tecnologia chega ao público em 2010.

Pesquisadores da IBM apresentaram nesta segunda-feira (26/03) um protótipo de chipset de transceiver óptico que permitirá que pessoas baixem filmes ou compartilhem dados pela internet com velocidade oito vezes maior que as atuais tecnologias permitem.

Transceiver é um dispositivo que recebe e envia dados por meio de ondas sem fio.

O chipset pode transportar dados a 160 Gbps (gigabits por segundo) ao representar informações de acordo com pulsos de luz em vez de elétrons, e poderia ser usado tanto para aplicações corporativas quanto pessoais em 2010, disse a IBM.

A procura de consumidores por mídias digitais como filmes, músicas e fotos causou uma explosão do volume de transmissão de dados na internet, e reforçou a necessidade de maior banda e conectividade, disse T. C. Chen, vice-presidente de ciência e tecnologia da IBM Research, em uma declaração.

A IBM diz que pode suprir essa demanda, construindo o novo chipset com um transceiver óptico com a tecnologia do padrão CMOS (semicondutor de metal óxido complementar, na sigla em inglês), e combinando-o com componentes ópticos de materiais exóticos como o arsenieto de gálio e um composto a base de fósforo. O pacote final tem dimensões de 3,25 por 5,25 milímetros, pequeno o suficiente para ser integrado em uma placa de circuito.

Apesar dessas tecnologias já existirem, provavelmente levará pelo menos três anos para que fornecedores possam produzir componentes em escala para que a IBM coloque os transceivers ópticos para sua linha de produtos.
*Ben Ames é repórter do IDG News Service, em Boston.

Fonte: http://idgnow.uol.com.br/computacao_corporativa/2007/03/26/idgnoticia.2007-03-26.0442987228

Thursday, March 15, 2007

Telas flexíveis como papel



As telas flexíveis, que podem ser dobradas como papel, devem chegar em breve ao mercado, segundo a Technology Review (em inglês). Duas empresas, a Polymer Vision e a Plastic Logic, anunciaram nas últimas semanas planos de produzir comercialmente eletrônicos de plástico, que usam polímeros (grandes moléculas orgânicas) no lugar do silício.

Previsto para o segundo semestre, o primeiro produto da holandesa Polymer Vision, que surgiu da Philips, será um leitor eletrônico que pode ser dobrado, chamado Radius. A inglesa Plastic Logic prevê iniciar produção ano que vem. Além de telas flexíveis, a tecnologia de eletrônicos de plástico pode ser aplicada a outros produtos, como etiquetas inteligentes.

Imagem: Polymer Vision